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terça-feira, 3 de março de 2009

REFLETINDO A GLÓRIA DE DEUS

Segundo a Bíblia, Deus escolheu a sua igreja para refletir como espelho a sua glória, a sua luz sobre a humanidade.
Nós temos como missão ser reflexo da imagem de Deus na terra, mas um dos maiores problemas em nossos dias é a dificuldade em proteger a integridade da igreja.
Falhamos ao cultivar uma imagem cristã totalmente distorcida, querendo parecer algo que não somos, quando agimos com hipocrisia, fingindo espiritualidade, usando máscaras. Isto é um problema sério, porque faz com que a igreja venha perdendo seu crédito junto à sociedade, gerando desconfiança nas pessoas.
Mas Deus está trabalhando para mudar este quadro, o Espírito Santo está nos compungindo a agirmos com legitimidade, retidão e verdade em nosso relacionamento com Deus.
Deus vai passar sua igreja pelo fogo, porque o caráter verdadeiramente cristão precisa ser forjado, precisamos dos chacoalhões de Deus para resgatar valores.
Você age conscientemente fingindo ser uma coisa que não é? Você procura ser visto como alguém melhor do que é?
A Palavra de Deus corta como espada de dois gumes (Hebreus 4:12), mas estes cortes no mais profundo do nosso ser, são para discernir os propósitos do nosso coração e para o nosso bem.
Na verdade Deus está procurando pessoas sinceras, verdadeiras, que queiram ser antes de apenas fazer.
Gálatas 2.11-14
11Quando, porém, Cefas (que é Pedro) veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. 12Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. 13E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. 14Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?
É muito fácil cair no erro da hipocrisia. Aconteceu com Pedro, e isso em meio a um avivamento.
Sabemos que Jesus cumpriu seu ministério obedecendo aos propósitos do Pai, voltou para o Pai, mas deixou uma missão. Apesar dos primeiros cristãos, cerca de dez mil, terem sido judeus, começando pelos apóstolos, muitos deles não O receberam como judeu, e era necessário que o Evangelho fosse pregado aos gentios.
Em Atos 10:9-16, Pedro tem uma visão de um lençol descendo do céu com animais que os judeus consideravam impuros, mas Deus lhe diz: O que Deus purificou não considere impuro.
No mesmo momento um homem chamado Cornélio, centurião da corte italiana em Cesaréia, orava buscando a Deus e Pedro é enviado até sua casa, prega o evangelho. Cornélio e os seus aceitam e com isso, se dá o início da pregação aos gentios, levando salvação em Cristo e herança em Deus. (Atos 10:17-48)
Numa ocasião Pedro estava comendo com os gentios, mas quando chegaram alguns judeus ele se afastou, com receio deles, mesmo depois do que Deus lhe mostrou. O temor de Pedro em relação aos homens foi maior que o temor a Deus, e Paulo o confronta por esta atitude, e fez isto face a face. Pedro agiu com hipocrisia, se preocupou mais em ficar bem com todos do que em obedecer a Deus, independente do que isto pudesse lhe causar.
O mundo está precisando de pessoas sinceras. O mundo clama por pessoas sinceras.
Uma pessoa de Deus tem que aliar carisma e caráter.
Não importa para Deus em quantas coisas eu estiver envolvido, se eu não for sincero eu não serei luz, mas pedra de tropeço.
Mesmo que haja unção, com sinais sobrenaturais, um só ato de desonestidade pode colocar tudo a perder, anulando o fruto do ministério e da unção da vida do cristão.
Não importa que você tenha convivido com hábitos desonestos na vida, com pessoas próximas que deram mau exemplo, deixe estes hábitos e instrua seus filhos na Palavra desde pequeninos, pois temos o costume de achar bonitinho até mesmo os erros das crianças, e isto é perigoso.
Outro exemplo ocorre no mundo dos negócios, as pessoas contam mentiras das mais variadas para poder fechar negócios, efetuar vendas, sendo que poderiam vender mesmo sem fazer isso.
Isto é pecado! mas chega um momento no qual Deus acende a luz vermelha e você começa a ficar incomodado, é a hora que Deus fala: pára, muda, senão vai haver conseqüências para os seus erros.
Não deixe fundir o motor de sua vida! Há um alerta de Deus? Mude de atitude, desperte!
CARACTERÍSTICAS DE ALGUÉM SEM INTEGRIDADE:
1. Está sob um manto de condenação
Por mais que ela saiba que Deus é amor, misericórdia e graça, ela se sente constantemente condenada por Deus, desligada de Deus, com um peso de acusação, sem paz com Deus.
A não ser que se conserte, que se arrependa, que confesse, pois mesmo indo ao culto e ofertando, ela sabe que Deus não está aceitando aquilo.
2. Age com base no medo
Como Pedro fez, quer agradar a todos, evitando confronto e se molda ao que o momento exige. O comportamento varia conforme os interesses. Evita confronto para não trazer problemas de relacionamento, se preocupa com o que um e outro vão pensar, sem personalidade.
3. Arrasta outros consigo
Gálatas 2:13 E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Até Barnabé, homem de Deus, experiente, que viajou com o próprio Paulo, se deixou levar pela influência de Pedro, porque quem não tem integridade se sente melhor levando outros junto, para dar moral e cobertura ao erro. Influência negativa, mentira, engano e veneno.
4. Está num caminho de erro
Gálatas 2:14 Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho....
A hipocrisia reconstrói hábitos antigos removidos na conversão, coisas que você abriu mão quando se converteu, para se tornarem coisas escondidas debaixo de uma capa religiosa.
Gálatas 2.18 Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor.
Se eu reconstruo o que destruí no passado, eu provo que sou um transgressor.
5. Anula a graça de Deus
Gálatas 2.21 Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.
Paulo quer dizer que se Pedro voltasse ao legalismo ele iria virar um escravo, pensando em agradar pessoas, e não estaria mais debaixo da graça.
6. Fica anestesiada
Não consegue reagir! Por um tempo é até possível pessoas se enganarem, se equivocarem, mas chega um momento que a tolerância vai acabar, porque pode se tornar rebeldia declarada.
Atos 17.30 Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam;
7. Vai perder tudo
Gálatas 3.4 Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão.
Paulo está dizendo: tudo o que vocês sofreram não adiantou nada? Os erros do passado não vão te ajudar a acertar no presente? Você está disposto a colocar tudo a perder? Vai jogar tudo pro alto?Você chegou até aqui para perder tudo?
Tudo por causa do fingimento, do engano e da religiosidade.
CARACTERÍSTICAS DO ÍNTEGRO:
1. Fala a verdade doa a quem doer
Custe o que custar! Fala a verdade, diz o que tem que ser dito.
Mateus 5.37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
Não prometa o que não vai cumprir. Dê satisfação, cumpra suas obrigações, lutas e fases difíceis acontecem, mas saia com dignidade delas.
Deus perdoa seus pecados, mas você tem que assumir suas dívidas, sem essa de Deus lhe pague!
2. Tem motivos puros
Tiago 3.17 A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.
3. Protege a imagem que projeta
Mas não é marketing pessoal não! Está na hora da igreja começar a se preocupar com a imagem de Jesus que ela projeta na sociedade.
Cuide de sua imagem, nesse caso imagem é tudo. Não da imagem carnal, mas da imagem de Jesus na sua vida.
VENCENDO A HIPOCRISIA!
Saia dessa situação o mais rápido possível. Como? Com as seguintes atitudes:
1º) Encontre um confrontador
Não se isole, a pior coisa é se isolar e não ter quem ministre sua vida, quem aponte seus erros.
Pedro teve Paulo, Davi teve Natan, todos nós precisamos ser confrontados.
2º) Seja seguro e convicto
Não tente agradar todo mundo.
Na vida cristã não tem café com leite. Ou você anda com Deus ou não anda.
3º) Mantenha distância de hipócrita
Hipocrisia contagia, contamina. É pior do que gripe. Como vimos em Gálatas 2:13, até Barnabé entrou no jogo de Pedro. Hipocrisia é pecado, é veneno espiritual.
4º) Quesito fundamental: Seja íntegro e não tenha nada com a hipocrisia
Deus os abençoe!

Ap. Rina

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tiago - Brasil - 1999

Tiago - Brasil - 1999

 

"Foi ao completar quatorze anos de idade que tudo aconteceu.

 

Eu estava voltando da aula e no caminho vi meus amigos do bairro jogando futebol. Fui em casa, troquei-me e voltei correndo para ver se me entrosava com os rapazes para participar da brincadeira. Foi exatamente nesse jogo de futebol que Cristo começou seu plano na minha vida."

 

Naquele dia, T1ago jogou bola e fez amizade com alguns garotos, inclusive com Miguel.

 

"Mais que depressa, Miguel começou a me falar de Deus de uma forma que despertou meu interesse. Sempre que tinha uma chance, ele falava de Jesus para mim."

 

A amizade e o interesse por Deus foram crescendo, e Tiago acabou aceitando o convite de Miguel para ir à igreja com ele.

 

"Minha surpresa foi enorme quando me vi diante de uma igreja diferente da minha. Entrei assustado, recebi muitos cumprimentos e ouvi a tal 'pregação'. Ao chegar em casa, contei tudo aos meus pais mas eles não gostaram. Meu pai fechou a cara, e minha mãe pediu que eu nunca me deixasse influenciar por esse povo."

 

Mesmo assim, Tiago voltou duas vezes à igreja do Miguel porque seu interesse por Jesus já era grande. Mas foi na terceira vez que algo inesperado aconteceu:

 

"No dia 8 de agosto de 1999, domingo à noite, ouvi novamente a pregação e fui ate o altar da igreja entregando minha vida a Jesus. Foi muito bom! Aquilo que eu tanto procurava, o caminho ate Deus, finalmente descobri em Jesus naquela noite."

 

Tiago teve sua vida transformada por completo e queria, agora, contar para todos sobre seu encontro com Cristo. Mas o que ele não esperava era a reação de sua família.

 

"Cheguei em casa alegre e fui logo contar a novidade para minha mãe. Disse-Ihe que agora eu conhecia a Jesus e que pertencia a ele.

 

Mas, para minha surpresa, minha mãe ficou nervosa e começou a chorar. Ela disse que aquilo era um ato de rebelião contra ela e contra meu pai e que eu tinha desonrado minha família.

 

Pelo que minha mãe sempre me dizia, nunca houve uma pessoa crista de verdade nas gerações da minha família. Então, por causa desse nosso 'histórico familiar', eu agora era a desgraca da família. Tentei explicar a minha mãe que não estava traindo ninguém, mas que não serviria nem me dobraria mais diante de qualquer Deus que não Fosse Jesus. Ao ouvir isso, minha mãe pegou uma vassoura e começou a me bater dizendo que eu deveria respeitar nossas tradições familiares. Ela me bateu tanto que a vassoura quebrou nas minhas costas. Depois, chamou meu pai e disse que seu filho agora havia se tornado um 'cristalzinho'. Com muita raiva, meu pai me agarrou pelo pescoço e disse que ele era o meu deus porque era ele quem me dava todas as condições para viver. Ele também me chamou de ingrato e fez uma pergunta que eu nunca esperava: 'Quem você ama mais: a mim ou a esse Jesus que nem conhece direito?'

 

Em resposta, eu disse que amava muito minha família, mas que amava mais a Jesus. Já fora de si, meu pai me empurrou para perto do banheiro, me colocou contra a parede e me levantou pelo pescoço dizendo que eu era um erro, uma tristeza. Quando me abaixou, empurrou para o banheiro, me pegou pela cabeça e a enfiou dentro da privada. Meu pai saiu xingando e me deixou ali no chão chorando. A partir dai começou uma guerra em minha vida. “Uma luta que durou quatro longos anos.”

 

A vida de Tiago havia tomado um novo rumo, e ele agora era perseguido dentro da própria casa. Ele mesmo conta à guerra que enfrentou:

 

"Tentei continuar indo a igreja com o consentimento dos meus pais, mas eles me proibiram não só de ir à igreja, como também de ir à casa de qualquer cristão. Ninguém da igreja podia ir a minha casa, e com o Miguel eu não podia nem conversar na rua. Também me proibiram de orar e de ler a Bíblia. Minha mãe pegou todas as bíblias que havia La em casa e as escondeu inclusive o Novo Testamento que eu havia ganhado na minha conversão. Também não podia ouvir musicas cristas.

 

O nome de Jesus não podia ser pronunciado dentro da minha casa em hipótese alguma. Tudo o que era relacionado a Cristo eu não podia nem pensar em me envolver. Então, comprei uma Bíblia Bem pequenininha e a escondia no meio dos meus brinquedos. Como era proibido ler a Bíblia, passei a usar a hora do banho para ler, e muitas vezes a li debaixo do chuveiro porque meu pai começava a bater a porta mandando abrir para ver o que eu estava fazendo.

 

Chorei muito na noite em que minha Bíblia se molhou completamente quando tomei um susto com a presença do meu pai no banheiro e a deixei cair debaixo do chuveiro para que ele não percebesse que eu a estava lendo. O banheiro virou meu lugar de culto a Deus. Era o único local da casa onde eu conseguia servir a Deus de alguma maneira. Para ir às igrejas (comecei a ir a mais de uma igreja porque meu pai me seguia de carro), passei a usar roupas rasgadas para que minha mãe não desconfiasse, quando eu saia, para onde eu estava indo.

 

Meus amigos me ajudavam bastante. Eu ia com roupas rasgadas para a casa deles e de la fomos para a igreja. Muitas vezes meu pai me seguiu de carro, e, para não ser pego, eu corria para casa para tentar chegar primeiro do que ele. Porque encontraram algum material cristão comigo, desconfiaram que eu possuía bíblia, imaginaram que eu estava me encontrando com outros cristãos ou indo à igreja, meus pais, por duas vezes, me disseram que eu já não era mais filho deles, que eu era a desgraca da família e que deveria ir embora. Fui posta para fora de casa duas vezes, mas Deus sempre fez com que eu nunca saísse de vez, pois alguma coisa sempre acontecia e eu acabava voltando. Ate alguns tios e primos zombaram de mim por eu ser cristão. “Foi tanto sofrimento que não consigo descrever, pois a perseguição que vem de dentro de casa dói mais que qualquer outra.”

 

T1ago perseverou firme durante quatro anos c viu sua recompensa chegar no início de 2003:

 

"Mas no dia em que completei dezoito anos de idade recebi o melhor presente do mundo, meus pais me permitiram ser um cristão! Eu agora podia ler a bíblia  na minha cama, ir a igreja, jejuar, ouvir louvores, dar gloria a Deus, levar meus amigos a minha casa, ler livros cristãos, ouvir radio, ver programas evangélicos, etc.

 

Poucos meses depois, minha mãe foi ao meu batismo, e logo no mês seguinte, num culto evangelístico, tive o privilegio de leva-Ia ate o altar da igreja para que ela entregasse sua vida nas mãos de Cristo. Um ano depois, meu pai também aceitou a Jesus. Gloria a Deus por tudo que Ele fez!

 

Mas o que impressionou Tiago foi ouvir a própria mãe dizer que, apesar de ser sua mãe, seu filho e que era seu "pai na Fe". O fator decisivo na conversão dos seus pais foi à forma perseverante e amorosa com a qual Tiago se comportara durante aqueles anos de perseguição dentro do lar. Se ele não tivesse suportado tudo por amor a Jesus, certamente seus pais não teriam aceitado o Cristo apresentado e vivido par seu filho.

 

Jesus Freaks são "pais na Fe'. A esterilidade espiritual de muitos só prova que ainda não são loucos par Jesus. Só quem vive radicalmente para Deus e que gera outros Jesus Freaks.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A árvore e as suas frutas

LUCAS 6.43-45
A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas. Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga. A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fala Pastor!


GERANDO FILHOS ESPIRITUAIS

Uma das sensações mais agradáveis a um líder é a certeza de formar um corpo com sua congregação. Não importando a procedência de cada membro, o melhor é saber que somos “um”, que somos um corpo, que somos uma família. De fato, o conceito divino de Igreja nunca esteve associado a edifícios, programações, métodos ou organizações (que são, antes, necessidades humanas), mas ao conceito de família. A Igreja é um organismo vivo, uma família, originária dos relacionamentos entre pessoas que, por sua vez, relacionaram-se previamente com Deus por meio de Jesus. E o projeto de Deus para a Igreja é que essas famílias se reproduzam ao longo das gerações.

Deus olha para a humanidade pela perspectiva genealógica. Seu plano espiritual inclui a reprodução contínua da família, manifesta especialmente na geração de “filhos espirituais”. E se não dermos continuidade ao que está sendo feito, corremos o risco de presenciar a morte dos projetos de Deus no nosso meio. Quando não produzimos filhos, nossa posteridade espiritual é atrofiada, nosso legado é dissipado: tornamo-nos apenas um vento que passou numa geração, abortando a geração seguinte.

Um dos segredos do sucesso da Igreja primitiva está justamente na geração de filhos, expressa particularmente no texto bíblico em 1Cor. 4:15-17:

Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa, vos mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.

Nesse trecho, o apóstolo Paulo, na condição de pai da Igreja de Corinto (visto que a gerou no Evangelho), envia Timóteo para ministrar aos fiéis, como se ele próprio os tivesse ministrando. Timóteo, que fora treinado, ensinado e discipulado por ele, acompanhando-o em viagens e recebendo da mesma unção, como filho de primeira geração, poderia ministrar em seu lugar como se ele mesmo estivesse ministrando. Observe que (no verso 17) Paulo não diz, “Por meio de Timóteo, vocês se lembrarão dos caminhos de Deus, ou dos caminhos de Jesus”, mas, “[Ele] vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus”. O que Paulo quer dizer é que ele é um referencial, um modelo para a Igreja, que os fiéis devem viver do mesmo modo que ele, pois essa é a vontade de Deus. Foi por isso que a Igreja primitiva expandiu na terra.

A comprovação da perspectiva genealógica de Paulo é vista em 2Timóteo 2:2, quando diz a esse discípulo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Paulo está orientando Timóteo a que, ao ouvir os testemunhos sobre ele, transmita-os a outras pessoas (que formarão uma segunda geração) e que essas pessoas sejam capazes de, da mesma maneira, transmiti-los a outras (que formarão a terceira geração e assim sucessivamente). E, à medida que Timóteo transmite os ensinamentos de Paulo a outros, e esses por sua vez, os passam aos seguintes, Paulo (pai de Timóteo) torna-se, avô, bisavô e tataravô de muitas gerações.

O mesmo deve acontecer conosco: Deus nos chamou a gerar uma linhagem espiritual e essa é também uma promessa para cada cristão. Deus deseja que nos tornemos pais espirituais e que, depois de nós, nossos filhos gerem outros filhos, perpetuando a família. Essa é a nossa herança e que deverá ser apresentada no céu, quando estivermos diante de Cristo. No “Dia do Senhor”, o fruto do nosso ventre é que será ofertado: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3).

Não é fácil gerar filhos. Como a geração de filhos faz parte da mentalidade de um novo tempo, do despertar para a necessidade de paternidade da parte de Deus na terra, essencialmente, a geração de filhos é parte de um período de transição e todas as transições são muito difíceis. Quando Deus faz algo novo e somos obrigados a entrar em territórios desconhecidos, sentimo-nos desorientados, desgastados e pressionados e entramos em conflito muito facilmente.

Uma das primeiras dificuldades que enfrentamos é o fato de que a paternidade exige muito de nós. A chegada de um filho transforma completamente as nossas vidas, não apenas inserindo-nos em uma nova rotina, mas mudando o enfoque das nossas prioridades. Aquele que deseja gerar filhos deve pensar menos em si mesmo e concentrar-se no que Deus está realizando por meio de sua vida. É necessário pensar como Paulo, em 1Cor. 10:33: “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos”; ter a atitude de desprendimento de Abraão, ao despedir-se de Ló, colocando-se em segundo plano para que a segunda geração tivesse a primazia (leia Gen. 13); e a abnegação do próprio Jesus que, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza vós vos tornásseis ricos” (2Cor. 8:9).

Há também que se superar dois sentimentos antagônicos: por um lado, a tristeza pela possibilidade de incompreensão por parte dos filhos (uma vez que, ao crescerem, eles geralmente se rebelam, os pais passam de heróis a retrógrados e existe sempre muita ingratidão); e, por outro lado, o ciúme que se possa nutrir intimamente por eles. No caso ministerial, esse problema é tão sério, que pode levar um líder não apenas ao sentimento de posse com relação aos membros (julgando-os seu rebanho em vez de rebanho do Senhor [leia 1Pedro 5:2]), como incorrerem em situações de competitividade com outros líderes, tão prejudicial à vida espiritual e à Igreja como corpo.

E, por fim, há que se vencer o próprio medo de envelhecer. Se gerar filhos significa tornar-se patriarca de gerações (ou seja, não apenas pai, mas avô, bisavô, e assim por diante), o que fatalmente implica em envelhecimento, há que se ter em mente o Salmo 92:14, que nos assegura que “Na velhice [os que geram] darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor”.

De fato, para gerar filhos é preciso seguir o exemplo de Elias. Elias foi um profeta muito ungido e que, ao transferir a sua unção para Eliseu, forjou as gerações vindouras dos filhos de Israel. As instâncias dos feitos de Elias são conhecidas: seu destemor ao desafiar o Rei Acabe e os caminhos tortuosos da nação israelense (1Reis 18:17-18), sua fé ao orar para que não chovesse sobre a terra por três anos e meio (lembrado pelo apóstolo Tiago, em Tg 5:17), o que realmente aconteceu; e são conhecidas também as suas falhas: por exemplo, por preferir andar sozinho a maior parte do tempo, Elias incorreu em situações de julgamentos errôneos e sentiu-se desencorajado, tornando-se propenso a ciladas do inimigo (leia 1Reis 19:3-4). Aquele que se isola sempre se torna um alvo fácil.

No entanto, ao transferir a capa a Eliseu, ao mesmo tempo que Elias lhe confere (e assim à geração seguinte) uma porção dobrada de sua unção, continua em sua posição de honra, pois, aquele que é enviado não é maior do aquele que o envia. Embora Eliseu tenha realizado o dobro das obras de Elias, Elias permaneceu como o profeta maior.

E o mesmo pode ocorrer conosco: se confiarmos os assuntos de Deus às gerações que nos precedem e as treinarmos a depender somente Dele (jamais de nós mesmos!), ao mesmo tempo que os veremos cheios de poder e realizando obras até mesmo maiores, perceberemos o nosso próprio crescimento. Quanto mais damos, mais recebemos de Deus. Quanto mais unção se transfere, mais o nosso vaso se enche. E, porque geramos, veremos o nosso próprio ministério triunfar em vitória.

Deus o abençoe,

Ap. Rina.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No AR!





Aqui vocês ficam sabendo de tudo que rola no
BOLA DE NEVE IPATINGA.