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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tiago - Brasil - 1999

Tiago - Brasil - 1999

 

"Foi ao completar quatorze anos de idade que tudo aconteceu.

 

Eu estava voltando da aula e no caminho vi meus amigos do bairro jogando futebol. Fui em casa, troquei-me e voltei correndo para ver se me entrosava com os rapazes para participar da brincadeira. Foi exatamente nesse jogo de futebol que Cristo começou seu plano na minha vida."

 

Naquele dia, T1ago jogou bola e fez amizade com alguns garotos, inclusive com Miguel.

 

"Mais que depressa, Miguel começou a me falar de Deus de uma forma que despertou meu interesse. Sempre que tinha uma chance, ele falava de Jesus para mim."

 

A amizade e o interesse por Deus foram crescendo, e Tiago acabou aceitando o convite de Miguel para ir à igreja com ele.

 

"Minha surpresa foi enorme quando me vi diante de uma igreja diferente da minha. Entrei assustado, recebi muitos cumprimentos e ouvi a tal 'pregação'. Ao chegar em casa, contei tudo aos meus pais mas eles não gostaram. Meu pai fechou a cara, e minha mãe pediu que eu nunca me deixasse influenciar por esse povo."

 

Mesmo assim, Tiago voltou duas vezes à igreja do Miguel porque seu interesse por Jesus já era grande. Mas foi na terceira vez que algo inesperado aconteceu:

 

"No dia 8 de agosto de 1999, domingo à noite, ouvi novamente a pregação e fui ate o altar da igreja entregando minha vida a Jesus. Foi muito bom! Aquilo que eu tanto procurava, o caminho ate Deus, finalmente descobri em Jesus naquela noite."

 

Tiago teve sua vida transformada por completo e queria, agora, contar para todos sobre seu encontro com Cristo. Mas o que ele não esperava era a reação de sua família.

 

"Cheguei em casa alegre e fui logo contar a novidade para minha mãe. Disse-Ihe que agora eu conhecia a Jesus e que pertencia a ele.

 

Mas, para minha surpresa, minha mãe ficou nervosa e começou a chorar. Ela disse que aquilo era um ato de rebelião contra ela e contra meu pai e que eu tinha desonrado minha família.

 

Pelo que minha mãe sempre me dizia, nunca houve uma pessoa crista de verdade nas gerações da minha família. Então, por causa desse nosso 'histórico familiar', eu agora era a desgraca da família. Tentei explicar a minha mãe que não estava traindo ninguém, mas que não serviria nem me dobraria mais diante de qualquer Deus que não Fosse Jesus. Ao ouvir isso, minha mãe pegou uma vassoura e começou a me bater dizendo que eu deveria respeitar nossas tradições familiares. Ela me bateu tanto que a vassoura quebrou nas minhas costas. Depois, chamou meu pai e disse que seu filho agora havia se tornado um 'cristalzinho'. Com muita raiva, meu pai me agarrou pelo pescoço e disse que ele era o meu deus porque era ele quem me dava todas as condições para viver. Ele também me chamou de ingrato e fez uma pergunta que eu nunca esperava: 'Quem você ama mais: a mim ou a esse Jesus que nem conhece direito?'

 

Em resposta, eu disse que amava muito minha família, mas que amava mais a Jesus. Já fora de si, meu pai me empurrou para perto do banheiro, me colocou contra a parede e me levantou pelo pescoço dizendo que eu era um erro, uma tristeza. Quando me abaixou, empurrou para o banheiro, me pegou pela cabeça e a enfiou dentro da privada. Meu pai saiu xingando e me deixou ali no chão chorando. A partir dai começou uma guerra em minha vida. “Uma luta que durou quatro longos anos.”

 

A vida de Tiago havia tomado um novo rumo, e ele agora era perseguido dentro da própria casa. Ele mesmo conta à guerra que enfrentou:

 

"Tentei continuar indo a igreja com o consentimento dos meus pais, mas eles me proibiram não só de ir à igreja, como também de ir à casa de qualquer cristão. Ninguém da igreja podia ir a minha casa, e com o Miguel eu não podia nem conversar na rua. Também me proibiram de orar e de ler a Bíblia. Minha mãe pegou todas as bíblias que havia La em casa e as escondeu inclusive o Novo Testamento que eu havia ganhado na minha conversão. Também não podia ouvir musicas cristas.

 

O nome de Jesus não podia ser pronunciado dentro da minha casa em hipótese alguma. Tudo o que era relacionado a Cristo eu não podia nem pensar em me envolver. Então, comprei uma Bíblia Bem pequenininha e a escondia no meio dos meus brinquedos. Como era proibido ler a Bíblia, passei a usar a hora do banho para ler, e muitas vezes a li debaixo do chuveiro porque meu pai começava a bater a porta mandando abrir para ver o que eu estava fazendo.

 

Chorei muito na noite em que minha Bíblia se molhou completamente quando tomei um susto com a presença do meu pai no banheiro e a deixei cair debaixo do chuveiro para que ele não percebesse que eu a estava lendo. O banheiro virou meu lugar de culto a Deus. Era o único local da casa onde eu conseguia servir a Deus de alguma maneira. Para ir às igrejas (comecei a ir a mais de uma igreja porque meu pai me seguia de carro), passei a usar roupas rasgadas para que minha mãe não desconfiasse, quando eu saia, para onde eu estava indo.

 

Meus amigos me ajudavam bastante. Eu ia com roupas rasgadas para a casa deles e de la fomos para a igreja. Muitas vezes meu pai me seguiu de carro, e, para não ser pego, eu corria para casa para tentar chegar primeiro do que ele. Porque encontraram algum material cristão comigo, desconfiaram que eu possuía bíblia, imaginaram que eu estava me encontrando com outros cristãos ou indo à igreja, meus pais, por duas vezes, me disseram que eu já não era mais filho deles, que eu era a desgraca da família e que deveria ir embora. Fui posta para fora de casa duas vezes, mas Deus sempre fez com que eu nunca saísse de vez, pois alguma coisa sempre acontecia e eu acabava voltando. Ate alguns tios e primos zombaram de mim por eu ser cristão. “Foi tanto sofrimento que não consigo descrever, pois a perseguição que vem de dentro de casa dói mais que qualquer outra.”

 

T1ago perseverou firme durante quatro anos c viu sua recompensa chegar no início de 2003:

 

"Mas no dia em que completei dezoito anos de idade recebi o melhor presente do mundo, meus pais me permitiram ser um cristão! Eu agora podia ler a bíblia  na minha cama, ir a igreja, jejuar, ouvir louvores, dar gloria a Deus, levar meus amigos a minha casa, ler livros cristãos, ouvir radio, ver programas evangélicos, etc.

 

Poucos meses depois, minha mãe foi ao meu batismo, e logo no mês seguinte, num culto evangelístico, tive o privilegio de leva-Ia ate o altar da igreja para que ela entregasse sua vida nas mãos de Cristo. Um ano depois, meu pai também aceitou a Jesus. Gloria a Deus por tudo que Ele fez!

 

Mas o que impressionou Tiago foi ouvir a própria mãe dizer que, apesar de ser sua mãe, seu filho e que era seu "pai na Fe". O fator decisivo na conversão dos seus pais foi à forma perseverante e amorosa com a qual Tiago se comportara durante aqueles anos de perseguição dentro do lar. Se ele não tivesse suportado tudo por amor a Jesus, certamente seus pais não teriam aceitado o Cristo apresentado e vivido par seu filho.

 

Jesus Freaks são "pais na Fe'. A esterilidade espiritual de muitos só prova que ainda não são loucos par Jesus. Só quem vive radicalmente para Deus e que gera outros Jesus Freaks.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A árvore e as suas frutas

LUCAS 6.43-45
A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas. Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga. A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fala Pastor!


GERANDO FILHOS ESPIRITUAIS

Uma das sensações mais agradáveis a um líder é a certeza de formar um corpo com sua congregação. Não importando a procedência de cada membro, o melhor é saber que somos “um”, que somos um corpo, que somos uma família. De fato, o conceito divino de Igreja nunca esteve associado a edifícios, programações, métodos ou organizações (que são, antes, necessidades humanas), mas ao conceito de família. A Igreja é um organismo vivo, uma família, originária dos relacionamentos entre pessoas que, por sua vez, relacionaram-se previamente com Deus por meio de Jesus. E o projeto de Deus para a Igreja é que essas famílias se reproduzam ao longo das gerações.

Deus olha para a humanidade pela perspectiva genealógica. Seu plano espiritual inclui a reprodução contínua da família, manifesta especialmente na geração de “filhos espirituais”. E se não dermos continuidade ao que está sendo feito, corremos o risco de presenciar a morte dos projetos de Deus no nosso meio. Quando não produzimos filhos, nossa posteridade espiritual é atrofiada, nosso legado é dissipado: tornamo-nos apenas um vento que passou numa geração, abortando a geração seguinte.

Um dos segredos do sucesso da Igreja primitiva está justamente na geração de filhos, expressa particularmente no texto bíblico em 1Cor. 4:15-17:

Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa, vos mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.

Nesse trecho, o apóstolo Paulo, na condição de pai da Igreja de Corinto (visto que a gerou no Evangelho), envia Timóteo para ministrar aos fiéis, como se ele próprio os tivesse ministrando. Timóteo, que fora treinado, ensinado e discipulado por ele, acompanhando-o em viagens e recebendo da mesma unção, como filho de primeira geração, poderia ministrar em seu lugar como se ele mesmo estivesse ministrando. Observe que (no verso 17) Paulo não diz, “Por meio de Timóteo, vocês se lembrarão dos caminhos de Deus, ou dos caminhos de Jesus”, mas, “[Ele] vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus”. O que Paulo quer dizer é que ele é um referencial, um modelo para a Igreja, que os fiéis devem viver do mesmo modo que ele, pois essa é a vontade de Deus. Foi por isso que a Igreja primitiva expandiu na terra.

A comprovação da perspectiva genealógica de Paulo é vista em 2Timóteo 2:2, quando diz a esse discípulo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Paulo está orientando Timóteo a que, ao ouvir os testemunhos sobre ele, transmita-os a outras pessoas (que formarão uma segunda geração) e que essas pessoas sejam capazes de, da mesma maneira, transmiti-los a outras (que formarão a terceira geração e assim sucessivamente). E, à medida que Timóteo transmite os ensinamentos de Paulo a outros, e esses por sua vez, os passam aos seguintes, Paulo (pai de Timóteo) torna-se, avô, bisavô e tataravô de muitas gerações.

O mesmo deve acontecer conosco: Deus nos chamou a gerar uma linhagem espiritual e essa é também uma promessa para cada cristão. Deus deseja que nos tornemos pais espirituais e que, depois de nós, nossos filhos gerem outros filhos, perpetuando a família. Essa é a nossa herança e que deverá ser apresentada no céu, quando estivermos diante de Cristo. No “Dia do Senhor”, o fruto do nosso ventre é que será ofertado: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3).

Não é fácil gerar filhos. Como a geração de filhos faz parte da mentalidade de um novo tempo, do despertar para a necessidade de paternidade da parte de Deus na terra, essencialmente, a geração de filhos é parte de um período de transição e todas as transições são muito difíceis. Quando Deus faz algo novo e somos obrigados a entrar em territórios desconhecidos, sentimo-nos desorientados, desgastados e pressionados e entramos em conflito muito facilmente.

Uma das primeiras dificuldades que enfrentamos é o fato de que a paternidade exige muito de nós. A chegada de um filho transforma completamente as nossas vidas, não apenas inserindo-nos em uma nova rotina, mas mudando o enfoque das nossas prioridades. Aquele que deseja gerar filhos deve pensar menos em si mesmo e concentrar-se no que Deus está realizando por meio de sua vida. É necessário pensar como Paulo, em 1Cor. 10:33: “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos”; ter a atitude de desprendimento de Abraão, ao despedir-se de Ló, colocando-se em segundo plano para que a segunda geração tivesse a primazia (leia Gen. 13); e a abnegação do próprio Jesus que, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza vós vos tornásseis ricos” (2Cor. 8:9).

Há também que se superar dois sentimentos antagônicos: por um lado, a tristeza pela possibilidade de incompreensão por parte dos filhos (uma vez que, ao crescerem, eles geralmente se rebelam, os pais passam de heróis a retrógrados e existe sempre muita ingratidão); e, por outro lado, o ciúme que se possa nutrir intimamente por eles. No caso ministerial, esse problema é tão sério, que pode levar um líder não apenas ao sentimento de posse com relação aos membros (julgando-os seu rebanho em vez de rebanho do Senhor [leia 1Pedro 5:2]), como incorrerem em situações de competitividade com outros líderes, tão prejudicial à vida espiritual e à Igreja como corpo.

E, por fim, há que se vencer o próprio medo de envelhecer. Se gerar filhos significa tornar-se patriarca de gerações (ou seja, não apenas pai, mas avô, bisavô, e assim por diante), o que fatalmente implica em envelhecimento, há que se ter em mente o Salmo 92:14, que nos assegura que “Na velhice [os que geram] darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor”.

De fato, para gerar filhos é preciso seguir o exemplo de Elias. Elias foi um profeta muito ungido e que, ao transferir a sua unção para Eliseu, forjou as gerações vindouras dos filhos de Israel. As instâncias dos feitos de Elias são conhecidas: seu destemor ao desafiar o Rei Acabe e os caminhos tortuosos da nação israelense (1Reis 18:17-18), sua fé ao orar para que não chovesse sobre a terra por três anos e meio (lembrado pelo apóstolo Tiago, em Tg 5:17), o que realmente aconteceu; e são conhecidas também as suas falhas: por exemplo, por preferir andar sozinho a maior parte do tempo, Elias incorreu em situações de julgamentos errôneos e sentiu-se desencorajado, tornando-se propenso a ciladas do inimigo (leia 1Reis 19:3-4). Aquele que se isola sempre se torna um alvo fácil.

No entanto, ao transferir a capa a Eliseu, ao mesmo tempo que Elias lhe confere (e assim à geração seguinte) uma porção dobrada de sua unção, continua em sua posição de honra, pois, aquele que é enviado não é maior do aquele que o envia. Embora Eliseu tenha realizado o dobro das obras de Elias, Elias permaneceu como o profeta maior.

E o mesmo pode ocorrer conosco: se confiarmos os assuntos de Deus às gerações que nos precedem e as treinarmos a depender somente Dele (jamais de nós mesmos!), ao mesmo tempo que os veremos cheios de poder e realizando obras até mesmo maiores, perceberemos o nosso próprio crescimento. Quanto mais damos, mais recebemos de Deus. Quanto mais unção se transfere, mais o nosso vaso se enche. E, porque geramos, veremos o nosso próprio ministério triunfar em vitória.

Deus o abençoe,

Ap. Rina.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No AR!





Aqui vocês ficam sabendo de tudo que rola no
BOLA DE NEVE IPATINGA.